8 perguntas e respostas sobre alergia a medicamentos

Estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros tem alergia a algum tipo de medicamento, mas muitos ainda não sabem quais composições podem gerar reações adversas. Por se tratar de um problema comum, o artigo de hoje reúne algumas perguntas e respostas que podem ajudar aqueles que têm esse problema.

A suspeita de alergia a medicamentos pode surgir logo após o início do tratamento, durante o seu curso ou até dias ou semanas após a suspensão do mesmo, caso a pessoa apresente sintomas principalmente na pele, no sistema digestivo, respiratório e nos olhos. As principais características são: manchas vermelhas ou erupções e coceira na pele, inchaço, diarreia, vômitos, cólicas, lacrimejamento, espirros, tosse, falta de ar, coriza e coceira no nariz ou nos olhos.

O alerta deve ser ainda maior para os casos mais graves, com sintomas como dificuldade para respirar, inchaço nos lábios ou na garganta, lesões graves na pele e mucosas, queda de pressão, alterações nos batimentos cardíacos e choque. Nessas situações, é necessário procurar ajuda médica imediatamente, pois, caso a pessoa não seja tratada a tempo, complicações podem ocorrer, inclusive o óbito.

Por tudo isso, é importante conhecer a alergia a alimentos. A seguir, confira mais informações sobre o tema.

Perguntas recorrentes sobre alergia a medicamentos

1. Qual é o primeiro passo para tratar a alergia a medicamentos?

Diante da suspeita de alergia a medicamento, a primeira medida a ser tomada é suspender ou trocar a medicação. Em casos de alergias leves, os sintomas costumam desaparecer assim que essa providência é tomada. Nos casos mais graves, são necessárias outras medidas, como administrar adrenalina, cuidados com a respiração e pressão arterial do paciente. A suspensão ou troca da medicação suspeita deve ser feita com acompanhamento e orientações da equipe médica que assiste o paciente.

2. Qual medida é comumente tomada para combater a alergia a medicamentos?

O tratamento medicamentoso geralmente inclui o uso de medicações, com anti-histamínicos (antialérgico) e corticoides. Além de outras medidas de suporte necessárias a depender do caso, como administração de soro fisiológico, adrenalina, nebulizações, oxigênio, entre outras medidas.

3. Quais remédios mais causam alergia?

Qualquer remédio pode causar alergia, tudo depende do organismo da pessoa, seu estado de saúde e suas condições, como asma descompensada, já ter tido alergia anterior a determinado medicamento, etc. Mas os grupos mais envolvidos com reações são os antibióticos e os antiinflamatórios.

4. Qual é a validade dos exames de sangue para investigar a alergia a medicamentos?

No Brasil existem poucos exames de sangue disponíveis que podem ser utilizados para ajudar na investigação de determinados tipos de alergias a medicamentos. Temos por exemplo a dosagem de IgE específica para penicilinas G e V, amoxacilina e ampicilina. Porém, a sensibilidade é baixa, o que significa que o resultado não é 100% garantido, ou seja, quando vem negativo não afasta a possibilidade do paciente ser alérgico, devendo a investigação prosseguir por outros meios.

5. Em casos de cirurgia com anestesia geral, como saber se o paciente tem alergia a algum medicamento?

O histórico do paciente é sempre uma das melhores maneiras de investigar possíveis reações alérgicas. Caso ele já tenha apresentado alergia a algum medicamento, aí sim é iniciada uma investigação adicional, por meio de testes para alergia mais específicos. Não existe um teste pronto, padrão, que se faça em todo mundo para saber a quais medicamentos a pessoa é alérgica. O mais importante é a história do paciente, e a partir de uma suspeita, segue-se com testes de laboratório ou cutâneos, quando disponíveis. E em alguns tipos, o chamado teste de exposição ou provocação, que a depender do caso e de uma indicação bem precisa, consiste em expor o paciente a determinado medicamento, em ambiente adequado e com profissional médico alergologista,

6. Qual o risco de uma reação adversa ao realizar um exame de tomografia computadorizada com contraste iodado, em pessoas com alergia a camarão?

Hoje em dia, os exames de imagem são realizados com contrastes de menor osmolaridade, reduzindo consideravelmente o risco de reações.. Mas, o que é importante saber é que a alergia ao camarão está relacionada às proteínas do alimento e não ao iodo. Por outro lado, as reações ao contraste dependem da molécula e da osmolaridade dos contrastes. Dessa forma, não tem relação alguma o fato do paciente ser alérgico a crustáceo e ser alérgico ao meio de contraste.

7. Existem testes para investigar alergias a anestésicos?

Sim. Testes cutâneos e de provocação são realizados para investigar alergia aos anestésicos. Para que o resultado seja preciso e seguro, o exame deve ser realizado por alergologistas, em ambiente com suporte para tratamento de uma eventual reação grave.

8. O que é dessensibilização?

Trata-se de um procedimento médico indicado para pacientes que apresentam alergia a medicamentos, sem alternativa terapêutica, ou quando a opção de tratamento é bem inferior em termos de eficácia. É um procedimento de exceção, indicado especificamente para esses casos citados, e não é uma cura, mas um estado de “tolerância temporária.”

Nesse caso, é feita a administração gradativa de doses do remédio, que vão aumentando aos poucos até atingir a recomendada pelo tratamento médico, em primeiro lugar.

Apesar de ser uma forma mais segura para ingerir a medicação, o método não é isento de riscos. Por isso, deve ser realizado apenas por alergologistas e em ambiente hospitalar.

Caso você tenha histórico de alergia a medicamentos, anote as fórmulas que causaram reações adversas, documente bem o episódio, com fotos, descrição dos sinais e sintomas, e sempre avise o médico antes dele prescrever algo. Para as pessoas que não possuem histórico, mas apresentam sintomas atípicos ao tomar uma determinada medicação, procure um médico imediatamente.

Você já conhecia a alergia a medicamentos? Tem alguma dúvida sobre ela que não tratamos aqui? Deixe sua mensagem nos comentários.

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