Quais são os sintomas de alergia ao látex?

Bexigas, luvas, brinquedos de plástico, calçados, alguns tecidos e roupas, bicos de mamadeira e chupetas são alguns itens que podem ser bastante utilizados no dia a dia, e que podem conter látex – de fato, estima-se que mais de 40 mil produtos de uso corrente contenham o composto. Acontece que algumas pessoas apresentam alergia ao látex, e é preciso estar atento, já que não há cura para essa hipersensibilidade.

Essa é, ainda, uma causa recorrente de alergia ocupacional, sobretudo entre profissionais da área médica, da beleza e da construção civil, que têm contato mais rotineiro com esse alérgeno.

A seguir, saiba mais sobre essa condição e seus principais sintomas. Acompanhe!

O que é a alergia ao látex?

A alergia ao látex é uma reação imunológica contra as partículas do composto da borracha natural, após sensibilização prévia que ocorre por exemplo através da inalação de partículas aerossolizadas, contato com pele com feridas ou mucosas (olhos, em cirurgias, etc). Extraído de um líquido leitoso das seringueiras e processado pela indústria para desenvolver vários tipos de produtos, nesse composto já foram encontrados mais de 12 tipos de alérgenos que causam reações adversas no organismo de algumas pessoas.

Apesar de os números não serem tão expressivos, já que apenas cerca de 1% da população apresenta reações adversas ao látex, nos grupos de risco, que englobam profissionais da saúde, pacientes com espinha bífida e indivíduos submetidos a cirurgias recentes e repetidas, essa prevalência pode chegar de 36% a 72%, respectivamente.

Quais são os principais sintomas da alergia ao látex?

Em boa parte das vezes, os sintomas surgem no local do corpo onde houve contato com o alérgeno, a chamada dermatite de contato é a reação mais comum, mas é importante ressaltar que as reações variam de acordo com cada organismo e reações sistêmicas podem também ocorrer.

Entre os principais sintomas nas reações de tipo dermatite de contato, no local da pele afetada, se destacam:

  • Coceira
  • Vermelhidão
  • Pele seca e áspera
  • Descamação

Já nos casos de sintomas sistêmicos, estão entre os mais comuns:

  • Nariz irritado
  • Secreções
  • Olhos avermelhados
  • Crise de asma
  • Lesões na pele e inchaços
  • Dificuldade para respirar
  • Quadros mais graves como edema de glote e anafilaxia (reação sistêmica grave em todo o corpo)

Reações mais graves com urticária extensa, hipotensão e choque são relacionadas com o contato do látex por via parenteral ou por meio das mucosas. Nesses casos, os pacientes devem receber atendimento imediato.

Como é o diagnóstico dessa condição?

Para chegar ao diagnóstico, é preciso avaliar o histórico individual de cada paciente. Se ele é do grupo de risco, se já tem história de reações com produtos contento látex e quais os sinais e sintomas apresentados e quais órgãos e tecidos do corpo afetados. Entre os principais testes, estão:

  • Teste cutâneo de hipersensibilidade imediata ou de puntura (o chamado pricktest com extratos do látex)
  • Dosagem de IgE sérica específica contra o látex (Immunocap) – feito em exame de sangue em laboratório
  • Teste alérgico de contato (o chamado Patchtest – para os aditivos da borracha)
  • Teste de provocação – teste do uso de luva (use- test)

Como é o tratamento?

Não existe tratamento específico para curar a alergia ao látex, por isso, o ideal é evitar qualquer tipo de exposição a esse material e recorrer a outros produtos. Por exemplo, deve-se dar preferência a luvas de polietileno ou polivinil e preservativo sem látex. Ainda, em caso de cirurgia, dar preferência para salas cirúrgicas látex-free. Hoje já existem alternativas de diversos produtos de uso diário ou na assistência de saúde livres de látex. Hospitais, laboratórios e clínicas, já devem estar preparados para atender esses pacientes alérgicos as proteínas do látex da borracha ou seus aditivos.

Curiosidade

Você sabia que dependendo da população estudada entre 20% a 60% dos pacientes alérgicos a látex apresentam sintomas após contato com certos alimentos de origem vegetal, como frutas e verduras. É a chamada síndrome látex-fruta, que ocorre por conta da reatividade cruzada direcionada a alérgenos igualmente presentes no látex e nesses alimentos. Podemos associar, por exemplo:

  • Alta: banana, abacate, castanha, kiwi.
  • Moderada: maçã, cenoura, aipo, mamão papaia, batata, tomate, melão, mandioca.
  • Baixa: pêssego, pêra, manga, pimenta, centeio, ameixa, trigo, cereja, girassol, abacaxi, soja, frutas cítricas, coco, figo, uva, orégano, nectarina.

Caso você suspeite de algum sintoma, procure logo um médico especialista no assunto, para que os devidos cuidados possam ser tomados se o diagnóstico for confirmado. O paciente deve ser orientado de forma clara e portar documento para evitar alimentos com látex e ter um plano de ação para situações de emergência.

E então, ficou mais claro para você quais são os sintomas da alergia ao látex? Ainda tem alguma dúvida sobre o tema? Deixe sua mensagem nos comentários ou entre em contato conosco e até a próxima!

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