Qual a relação do consumo de fast food e casos de alergia?

O consumo rotineiro de alimentos do tipo fast food pode expor jovens e adultos a diversos riscos de saúde, incluindo a obesidade e doenças associadas ao excesso de peso. Mas, será que esse tipo de alimentação também pode levar ao aumento de casos de alergia?

Neste artigo, saiba mais sobre como, conforme estudos recentes, a ingestão de alimentos excessivamente calóricos e processados pode estar relacionada ao desenvolvimento de alergias alimentares. Acompanhe a seguir.

O aumento dos casos de alergia

De modo geral, os casos de alergia têm aumentado em diversas partes do mundo. Na década de 1980, por exemplo, 10% da população ocidental era atingida por essa condição. Atualmente, há estimativas de que 30% da população mundial sofra com alguma patologia alérgica.

O problema hoje atinge proporções tão preocupantes que, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de alergia ocupam a quarta posição em prevalência no mundo.

Diversas teorias têm buscado explicar esse incremento. Entre as causas prováveis, são destacados o uso excessivo de antibióticos e antiácidos na infância, o aumento nos partos por cesarianas, a poluição do ar,  mudanças nos hábitos alimentares, entre outros fatores que estão em estudo.

Relação entre casos de alergia e consumo de fast food

Como já se sabia, nosso sistema imunológico, motivado por diversos fatores, pode reagir de diferentes formas ao consumo de determinados alimentos. O que ainda suscitava dúvidas era o impacto que produtos do tipo fast food poderiam gerar nesse quadro.

Um estudo anterior já havia sugerido que crianças que consumiam frequentemente alimentos do tipo fast food apresentavam maior risco de desenvolver asma, rinite e eczema.

Recentemente, um estudo italiano elucidou que os produtos finais de glicação avançada (AGEs), que são proteínas e lipídios presentes normalmente no metabolismo humano, mas que quando expostos a elevados níveis de açúcares, o que acontece nas dietas atuais  de fast food, podem se tornar patogênicos e favorecer o desenvolvimento de alergias alimentares.

Sabemos ainda que existe uma relação inerente entre a qualidade e a diversidade das bactérias presentes em nosso trato gastrointestinal com o surgimento de doenças alérgicas. Assim, quando se tem uma rotina alimentar não variada e com poucos nutrientes, modifica-se a microbiota intestinal, facilitando a penetração de alérgenos pelo trato gastrointestinal, podendo gerar uma sensibilidade e desencadear casos de alergia alimentar.

E cabe ressaltar que os AGEs já eram relacionados anteriormente à manifestação e à progressão de determinadas doenças, como diabetes. No entanto, essa é a primeira vez que tais proteínas são ligadas aos casos de alergia alimentar.

Os resultados do estudo demonstraram que as crianças com alergia alimentar tinham maiores níveis de AGEs em sua dieta do que aquelas que não apresentaram o problema. Especialistas, a partir disso, constataram que adotar uma dieta com baixos níveis de AGEs pode ajudar na prevenção de ocorrências de casos de alergia alimentar.

Seguindo essa recomendação, deve-se evitar ou reduzir o consumo de alimentos:

  • Com alto teor calórico, mas pobres em nutrientes.
  • Alimentos processados e ultra processados.
  • Produtos com excesso de gorduras saturadas e trans e certos ácidos graxos.
  • Embutidos.
  • Bebidas açucaradas, como refrigerante.

E então, ficou mais clara a relação entre o consumo de fast food e os casos de alergia alimentar? Ainda resta alguma dúvida sobre o tema? Deixe sua mensagem nos comentários.

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