O que é síndrome de alergia oral?

A síndrome de alergia oral é caracterizada por sintomas alérgicos mediados por imunoglobulinas e que se restringem à mucosa oral. Essa condição é decorrente principalmente da ingestão de frutas e vegetais frescos, e ocorre particularmente naqueles indivíduos com polinose, em geral adolescentes e adultos jovens. Na criança pode ocorrer por alergia a leite ou ovo.

O termo foi inicialmente utilizado por Amlot et al., em 1987, sem identificação específica sobre as possíveis causas. Um ano depois, Ortolani et al., descreve 262 pacientes com polinose que apresentam sintomas alérgicos imediatos restritos à mucosa oral após a ingestão de frutas e vegetais, tornando o termo internacionalmente conhecido.

A seguir, saiba mais sobre essa síndrome, seu diagnóstico e tratamento. Acompanhe.

Como se dá a síndrome de alergia oral?

A síndrome de alergia oral, também chamada de síndrome pólen-alimento, é uma condição alérgica em decorrência de uma reação cruzada, quando uma pessoa alérgica ao pólen consume determinados alimentos frescos. Ela apresenta maior incidência em adolescentes e adultos jovens. A sensibilização e alergia por via respiratória a pólens que contém proteínas homólogas às encontradas em frutas e vegetais é que causa a reação. 

Essa síndrome provoca edema e sensação de queimação ou prurido em lábios, língua, gengivas, palato e orofaringe, além de dificuldade para engolir e coceira na garganta. A anafilaxia, por exemplo, acontece raramente.

Os sintomas ocorrem logo que a fruta ou o vegetal entra em contato com a mucosa oral e são restritos a esse local. A manifestação da síndrome de alergia oral pode ocorrer em qualquer estação do ano, com maior prevalência durante a estação polínica.

Como é feito o diagnóstico?

Assim como ocorre com as alergias alimentares, o diagnóstico da síndrome de alergia oral é realizado, sobretudo, por meio da história clínica e dos exames físicos. Pessoas que têm sensibilização ao pólen com manifestação imediata em orofaringe, ao ingerirem frutas e vegetais frescos, sugerem a reação cruzada entre os alérgenos presentes em diferentes fontes.

Para um diagnóstico preciso, também deve ser avaliada a relação causal entre épocas mais propícias à polinização e a piora dos sintomas orais.

Para avaliar a sensibilização alérgica, podem ser utilizados teste cutâneo de leitura imediata e o de dosagem sérica de IgE específica. Além disso, o teste de provocação oral também pode ser feito. Para o teste, são utilizados alimentos frescos e em ambientes especializados, e a repetição do teste com o mesmo alimento cozido pode mostrar a tolerância.

Outro método eficiente é o diagnóstico por componente, que é uma técnica que permite a dosagem de IgE específica a centenas de componentes simultaneamente, necessitando apenas de ínfimas quantidades de soro.

Como é feito o tratamento?

A evolução da síndrome de alergia oral ainda é uma incógnita, entretanto, a maioria dos casos é conduzida por meio da restrição dietética dos alimentos que provocam sintomas. A instabilidade das proteínas permite que o paciente possa ingerir os alimentos cozidos ou processados sem apresentar reações.

Assim, as proteínas que causam essas reações são, em geral, sensíveis ao calor, por isso esses alimentos não geram reações quando consumidos após cozimento.

Cabe ressaltar que cerca de um terço dos pacientes adquire tolerância ao alimento após cerca de dois anos de dieta de restrição rigorosa. Já aqueles casos em que há manifestações anafiláticas, a prescrição de adrenalina auto injetável e um plano de emergência para incidentes são imprescindíveis.

Um tratamento que ainda está em estudo para esse tipo de alergia alimentar, em função do resultado que vem apresentando, é a imunoterapia específica contra pólen. Ele visa a dessensibilização e diminuição da chance da síndrome de alergia oral.

E então, ficou mais claro o que é a síndrome de alergia oral? Se você tem alguma dúvida, deixe sua mensagem nos comentários ou entre em contato conosco. Até a próxima.

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